Nike Futebol

Nike Futebol: a longa relação da Nike com o Mundo do Futebol

Nike Futebol: uma parceria com sentido e que trabalha lado a lado há muitos anos. Neste artigo é sobre a associação da Nike ao futebol que falamos.

Uma das estratégias de marketing da Nike – à semelhança do que se sucede com inúmeras marcas desportivas – passa por estender o patrocínio a certas equipas desportivas e jogadores que servem como embaixadores da marca.

Em 1994, a marca possuía apenas 2% do mercado de equipamentos para futebol. Para derrotar a marca líder do mercado, que continuava a ser a Adidas, a Nike concentrou-se numa estratégia que passava por usar jogadores de futebol jovens e talentosos como embaixadores da marca. Para atingir esses atletas, foram assinados inúmeros contratos de propaganda com jogadores da Argentina, Inglaterra, Brasil, Portugal, México, China e Japão.

Ainda assim, não podiam ser julgadores quaisquer. A Nike procurou jogadores que expressassem e incorporassem um estilo de futebol mais rápido e centrado no ataque “em contraste com o estilo defensivo e metódico conhecido como futebol alemão”, uma clara provocação à Adidas. Ao associarem a sua imagem à de estrelas de diferentes modalidades desportivas, a empresa almejava comunicar que todos podemos ser atletas e desenvolver um espírito competitivo retratado em campanhas publicitárias.

Por ano, estima-se que o orçamento reservado pela Nike ao departamento de publicidade, marketing e patrocínio de atletas é de 2,5 mil milhões de futebol. A relação inegável e vibrante com o Mundo do Futebol acontece frequentemente, dado que esta é a modalidade desportiva mais jogada em todo o mundo.

Um olharmos para os patrocínios da Nike podemos contabilizar números inacreditáveis. Entre as centenas de clubes desportivos patrocinados pela marca reparamos, por exemplo, que as selecções nacionais do Brasil e de Portugal contam ambas com o patrocínio da marca.

Já no Brasil o patrocínio é estendido a alguns clubes de futebol, nomeadamente o Corinthians, o Internationale e o Red Bulls. Em Portugal, a Nike patrocinou durante muito tempo o Futebol Clube do Porto mas atualmente está a patrocinar apenas o Marítimo e a Académica de Coimbra.

Nike Futebol: os rostos que deram alma à marca

Nesta história a dois com o mundo do futebol, a Nike encontra-se por detrás de um dos maiores jogadores da seleção nacional de futebol do Brasil, Ronaldo Fenômeno, que foi o primeiro jogador de futebol a ter contrato vitalício com a Nike, em 1994.

Este patrocínio histórico foi marcado por vitórias para ambas as partes: em 1996, Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA; em 2002, o jogador conduziu o Brasil ao pentacampeonato mundial. E hoje, mesmo depois de se ter reformado, o jogador continuar a trabalhar para a Nike fazendo render o 1 milhão de dólares anuais que a marca investe nele.

Na perspetiva da própria Nike, grandes ações foram realizadas para demonstrar o valor que a marca tem pelo jogador brasileiro: até à data Ronaldo Fenômeno é o único a possuir um campo de futebol com o seu nome e uma estátua de 3 metros de altura na sede da empresa.

Todavia, o número de atletas do Mundo de Futebol patrocinados pela Nike continua.  Atualmente a equipa de craques da Nike é composta pelos jogadores brasileiros Ronaldo, Robinho, Neymar, David Luiz, Paulo Henrique Ganso, Maicon, Alexandre Pato, Daniel Alves e Thiago Silva.

Portugal encontra-se a ser representado por Cristiano Ronaldo. Entretanto, a Nike patrocina ainda o inglês Wayne Rooney; os argentinos Carlito Tévez, Gonzalo Higuaín e Javier Mascherano; o italiano Andréa Pirlo; os americanos Landon Donovan, Tim Howard e Clint Dempsey; os espanhóis Andrés Iniesta, Sergio Ramos e Gerard Piqué; o alemão Mario Götze; o sueco Zlatan Ibrahimovic; o marfinense Didier Drogba; os franceses Frank Ribéry e Patrice Evra; o russo Andrey Arshavin; o mexicano Rafael Márquez; os belgas Eden Hazard e Thibaut Courtois; e os holandeses Rafael Van De Vaart e Wesley Sneijder.

Além das representações através de jogadores de futebol, a Nike gasta anualmente milhões de dólares para fornecer materiais desportivos a seleções nacionais, como por exemplo, França (62.8 milhões de dólares por ano), Brasil (que desde 1997 tem um contrato de 10 anos no valor de 160 milhões de dólares), os Estados Unidos (contrato iniciado em 1994 e prorrogado até 2022), Holanda, Inglaterra, Portugal, Turquia, Polônia, Austrália, Nova Zelândia, Grécia e Coreia do Sul.

Esta equipa de craques é, no entanto, muito mais do que apenas um grupo de atletas patrocinados. Os atletas atuam também como colaboradores, testando os produtos e sugerindo inovações. Nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, o atleta de corrida Michael Johnson usou por exemplo uma criação sua, o Gold Shoe, uma sapatilha dourada (o mais leve calçado desportivo projetado na época). Tornou-se, aos 29 anos, o único homem até então a vencer as provas de 200 e 400 metros rasos na mesma Olimpíada.

Outro trabalho que surgiu através de colaborações é a chuteira Mercurial, criada a partir de informações do jogador Ronaldo e testada por ele até à versão final. O mesmo se sucedeu com a chuteira Tiempo, usada por Ronaldinho Gaúcho.

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