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Futebol de Rua: um jogo em extinção no mundo moderno

Até há uns bons anos atrás a maioria dos jogadores profissionais da história teve o seu primeiro contacto com a bola, na rua lá do bairro onde vivia.

   

O que têm em comum Eusébio, Garrincha, Pelé (o homem que dizia que foi o melhor jogador do mundo pois a rua dele era a que tinha mais buracos), Maradona, Messi ou Cristiano Ronaldo, entre tantos outros? Além de todos atingirem um nível notável no mundo futebolístico, aprenderam a serem jogadores de futebol na rua.

Até há uns bons anos atrás a maioria dos jogadores profissionais da história teve o seu primeiro contacto com a bola, na rua lá do bairro onde vivia.

Era na rua que muitas das nossas crianças e nós próprios nos inspirávamos para sermos o futuro Maradona, Jürgen Klinsmann, Kluivert ou como o matador Rudi Völler.

Eu próprio ao jogar na rua sonhava que um dia ia jogar no mundial pois era o melhor marcador da minha equipa…de rua, tudo era mágico, inocente e sem pecados.

A convivência com os amigos, colocar uma pedra de cada lado a fazer de postes de baliza, chegar a casa com a roupa toda suja ou só com uma perna das calças de fato de treino era uma das maiores alegria que uma criança podia ter.

Tudo isto é tão mágico e importante que a própria FIFA,atenta a este fenómeno, criou um projeto de forma a tentar contornar o possível desaparecimento deste tipo de futebol propício ao desenvolvimento e ao surgimento de novos talentos no futebol.

O projeto Football for Hope é composto por um programa sócio-desportivo patrocinado pela FIFA, sendo baseado no conceito que utiliza o desporto para o desenvolvimento humano, unindo práticas esportivas e pedagógicas como forma de complemento das ações da rede formal de educação em cada país.

 

Futebol de Rua: o lugar onde tudo se aprende

Este tipo de futebol teve tanta importância na formação dos grandes futebolistas sobejamente conhecidos, que num evento há uns anos atrás Wayne Rooney relatou na primeira pessoa a importância que o futebol de rua teve na sua chegada ao futebol profissional, tendo sido a base para a sua aprendizagem.

Dizia ele que “Praticamente tudo o que sei aprendi a jogar na rua. Tinha que usar as paredes que me ajudavam a fazer tabelas, contornar o lixo e os buracos da rua sendo que tudo isso melhorou a minha técnica” referiu Rooney.

Um outro jogador a relatar a importância que teve na vida dele o futebol de rua foi o brasileiro Neymar, dizendo que para os brasileiros a rua é o lugar onde se aprende a jogar futebol.

Todos estes e outros testemunhos têm sido repetidos ao longo dos anos sendo inegável todo o contributo que o futebol de rua tem tido na formação dos jogadores de topo – por exemplo, Ronaldinho Gaúcho quando não estava na rua a jogar futebol, contornava os móveis e as cadeiras de casa e ensaiava os dribles com o seu cão.

Apesar de cada vez mais se perder esta magia, este joelho esfolado e calção roto devido ao surgimento das academias, transformando cada vez mais o futebol em negócio, e de tantos outros fatores extra futebol, este desporto fabuloso não tem classes sociais, pois agrada a ricos e a pobres onde a paixão é que impera trazendo-nos muitas vezes alegria e sorrisos.

 

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